Por Wilson Guimarães Junior | 23 de outubro de 2026
A eleição presidencial de 2026 chega à sua reta final. Depois de 65 dias de campanha, o Brasil se prepara para decidir entre dois projetos políticos profundamente diferentes: de um lado, a continuidade de um governo que coloca a inclusão social, a valorização do trabalho e o desenvolvimento nacional como prioridades; de outro, a volta de um projeto político que representa os interesses da direita e do conservadorismo brasileiro.
O segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não é apenas uma disputa entre candidatos. É uma decisão sobre o futuro do país, sobre o papel do Estado e sobre quem deve ser beneficiado pelas políticas públicas.
É a escolha entre um Brasil que busca avançar com justiça social e um Brasil que corre o risco de aprofundar desigualdades históricas.
Lula enfrenta a reta final com mobilização popular e presença digital
O primeiro turno mostrou que a disputa seria apertada. Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
O resultado exigiu uma reorganização das estratégias políticas e de comunicação.
A campanha de Lula intensificou a mobilização de apoiadores, ampliou a presença nas redes sociais e passou a destacar com mais força os resultados de seu governo e as diferenças entre os projetos em disputa.
Levantamentos publicados durante o segundo turno apontaram uma recuperação importante da presença digital do presidente.
Segundo dados divulgados pelo R7, entre 6 e 15 de outubro, Lula acumulou aproximadamente 97,5 milhões de interações nas principais redes sociais, enquanto Flávio Bolsonaro registrou cerca de 26,9 milhões.
Esses números demonstram a capacidade de mobilização digital da campanha petista, embora interação nas redes não seja necessariamente sinônimo de intenção de voto.
O desafio agora é transformar essa mobilização em participação eleitoral e diálogo com os brasileiros que ainda estão indecisos.
O Brasil real precisa estar no centro da eleição
Uma campanha presidencial não pode ser avaliada apenas pelos debates, pelas declarações dos candidatos ou pela repercussão de vídeos na internet.
O que realmente importa é a vida cotidiana da população.
É o trabalhador que precisa de emprego e salário digno.
É a mãe que luta para garantir alimentação e educação aos filhos.
É o aposentado que precisa de medicamentos.
É o jovem que deseja estudar, conquistar uma profissão e construir seu futuro.
É nesse Brasil que Lula construiu sua trajetória política.
A história do presidente está ligada à defesa dos trabalhadores, à luta contra a fome e à ampliação das oportunidades para quem sempre esteve distante das decisões econômicas e políticas.
Durante seus governos, programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular e Mais Médicos se tornaram instrumentos importantes de inclusão social.
No atual mandato, o governo também retomou políticas de combate à fome, ampliou investimentos e buscou fortalecer a relação entre União, estados e municípios.
Essas políticas não resolvem todos os problemas do país, mas representam uma escolha política: utilizar o Estado para reduzir desigualdades e melhorar as condições de vida da população.
A disputa também é sobre o papel do Estado
Um dos principais temas da eleição é a relação entre governo, mercado e sociedade.
A direita costuma defender a redução da participação do Estado em diferentes áreas, a ampliação das concessões e a prioridade ao mercado como instrumento de desenvolvimento.
O projeto de Lula parte de outra compreensão: o Estado precisa atuar para garantir direitos, promover investimentos e proteger os setores mais vulneráveis.
Isso não significa ignorar a importância da economia ou da iniciativa privada.
Significa reconhecer que o crescimento econômico precisa produzir resultados para a maioria da população.
Não basta que o país cresça se o trabalhador continuar sem condições de pagar suas contas.
Não basta aumentar a produção se milhões de brasileiros não tiverem acesso à alimentação adequada.
Não basta falar em modernização se os serviços públicos não chegam a quem mais precisa.
Desenvolvimento de verdade é aquele que melhora a vida do povo.
Redes sociais: a batalha contra a desinformação
A eleição de 2026 também mostrou o peso das plataformas digitais na disputa política.
As redes sociais se tornaram espaços fundamentais para a circulação de propostas, debates, denúncias e mobilização.
Mas também são ambientes onde informações falsas podem se espalhar rapidamente.
Lula criticou publicamente a atuação da Meta durante a campanha e defendeu a necessidade de responsabilização por crimes cometidos no ambiente digital.
Em declaração divulgada pelo UOL, o presidente afirmou que a regulamentação das redes não significa censura, mas a necessidade de estabelecer responsabilidades e proteger a democracia.
A discussão é importante.
A liberdade de expressão precisa ser protegida. Entretanto, ela não pode servir de justificativa para ameaças, fraudes, perseguições ou campanhas organizadas de desinformação.
O debate democrático exige informação confiável, respeito e responsabilidade.
A população precisa ter condições de escolher seus representantes sem ser manipulada por conteúdos falsos.
A comparação entre os governos precisa chegar aos municípios
Na reta final da campanha, Lula também reforçou a importância de comparar os resultados de sua gestão com os do governo Bolsonaro.
Em carta enviada a prefeitos e vereadores, o presidente pediu que fossem analisados os recursos federais destinados aos municípios entre 2019 e 2022 e aqueles transferidos entre 2023 e 2026.
A comparação envolve programas como Mais Médicos, SAMU, Farmácia Popular, Fundeb, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento.
A iniciativa busca mostrar como as políticas federais chegam à população e influenciam a vida nas cidades.
Essa discussão é fundamental porque o município é onde o cidadão sente diretamente os efeitos das decisões nacionais.
É na cidade que a população utiliza o posto de saúde, a escola pública, o transporte coletivo e os programas de assistência social.
Por isso, avaliar um governo exige olhar para os recursos, os serviços e os resultados concretos.
A mobilização popular é parte da história de Lula
Lula não chegou à Presidência por uma trajetória política tradicional.
Sua história está ligada ao movimento sindical, às greves do ABC paulista, à organização dos trabalhadores e à construção de um partido que nasceu da luta social.
Essa trajetória ajuda a explicar por que sua campanha continua mobilizando sindicatos, movimentos sociais, lideranças populares e setores da sociedade civil.
A eleição também tem sido marcada por manifestações públicas de apoio.
Declarações de artistas, intelectuais e representantes de diferentes setores ampliaram o debate sobre democracia, direitos humanos, cultura e respeito à diversidade.
Essas manifestações não substituem o voto popular, mas demonstram que a disputa envolve valores que ultrapassam os limites dos partidos.
O Brasil que se deseja construir precisa garantir que todos tenham direito à participação política, independentemente de sua origem, condição social ou identidade.
65 dias de campanha: a escolha que o Brasil precisa fazer
A reta final da eleição exige mobilização, diálogo e responsabilidade.
Lula precisa apresentar os resultados de seu governo, defender suas propostas e conversar com os brasileiros que ainda têm dúvidas sobre o futuro.
A campanha precisa mostrar que a democracia não é apenas votar a cada quatro anos.
É garantir direitos.
É combater a fome.
É ampliar oportunidades.
É valorizar os trabalhadores.
É defender a educação pública.
É fortalecer o SUS.
É respeitar as diferenças.
É construir um país onde o desenvolvimento econômico esteja associado à justiça social.
A eleição de 2026 coloca diante dos brasileiros uma escolha que não pode ser reduzida a slogans ou disputas nas redes sociais.
O que está em jogo é a direção que o país seguirá nos próximos anos.
Lula e o compromisso com um Brasil para todos
A história brasileira demonstra que a desigualdade não desaparece sozinha.
Ela exige políticas públicas, investimentos, participação popular e compromisso político.
O projeto de Lula representa a defesa de um Estado que atua para garantir direitos e ampliar oportunidades.
É um projeto que reconhece a importância do crescimento econômico, mas que também entende que a riqueza produzida precisa chegar à população.
É um projeto que busca fortalecer a democracia e impedir que o país volte a períodos de retrocesso social e político.
A campanha chega ao fim, mas a responsabilidade de construir o Brasil continua.
No domingo, cada eleitor terá a oportunidade de decidir os rumos do país.
Por um Brasil com mais emprego, mais direitos, mais democracia e menos desigualdade.
Por um Brasil que não abandona seu povo.
Lula 13: esperança, democracia e justiça social.
