segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

OPINIÃO

Tirar subsídios dos pensamentos da sociedade e aproveitar daquilo que seja comum. Acrescentar a ideologia e transformá-la em ações divulgando-as, defendendo-as, colocando-a como uma meta, mesmo que seja utópica, mas acreditando na sua eficácia para transformação da sociedade. Isso é formar opinião.
Escutar uma opinião, aceitar sem discuti-la, ou mesmo aceitá-la com troca material, que transforma minoria da sociedade é falta de senso político, é individualismo. Um Estado só é forte quando a sociedade participa cobra seus direitos, e onde a transformação seja plena. Comecemos nos organizar politicamente dentro de nossa família, partindo para nosso condomínio, nossa comunidade, nosso bairro, nosso município, nosso Estado e nosso país. Porque Nosso? Porque eles são simplesmente nossos, porque os mantemos.


Wilson Guimarães Junior

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

FILHA DO DEPUTADO JOSÉ CANDIDO DISCURSA NA ALESP EM HOMENAGEM

Adriana Candido
Primeiramente, gostaria de agradecer a presença dos que vieram à Casa para a homenagem ao nosso pai, o deputado estadual José de Sousa Candido, aos fieis assessores que o acompanharam nesta jornada de 37 dias, à equipe médica, de enfermagem e de todos os outros envolvidos da Santa Casa de Misericórdia de Suzano, os quais cuidaram de todos os procedimentos com a maior competência, ética e profissionalismo, como também à equipe médica, de enfermagem e demais profissionais envolvidos em seus cuidados no Hospital Sírio Libanês.

Quero agradecer também a todos os que prestaram homenagens, orações e carinho, tanto em seu processo hospitalar quanto em seu funeral. Gostaria também de agradecer aos deputados e todas as lideranças políticas presentes nesta homenagem.

Falar de José Candido é falar de luta, de solidariedade, de fidelidade aos que confiaram nele. É falar da preservação do meio ambiente. É falar de direitos humanos e de proteção aos necessitados. É celebrar a vida. O poder nunca, nunca, nunca foi o alvo deste homem, mas a possibilidade de amparar e garantir efetivamente que os direitos das pessoas prevalecessem. Lutando por justiça para todos, José Candido imprimiu sua marca com sabedoria, equilíbrio, fé, inteligência e sensatez. Jamais almejou o poder. O que queria era ser a voz de um povo que nem sempre tem voz, nem vez. Um povo muitas vezes usado como massa de manobra somente em anos eleitorais e que depois é esquecido. Para Candido, não. Para ele, este povo merece respeito. São eles " os eleitores e eleitoras das urnas do Brasil " que permitiram que ele chegasse até aqui por meio do voto. Todas as pessoas têm direito a moradia digna, salário justo, saúde, educação, lazer, e só podem alcançar tudo isso se houver compromisso por parte dos que foram eleitos. E ele fez muito bem a sua parte. Vaidade, holofotes, caprichos, jamais. O que importava para ele era ver que a justiça e a paz estavam sendo feitas.

A sabedoria deste homem era tamanha que até seus adversários políticos o chamam de mestre, e um legado como o dele, meus caros, jamais poderá ser esquecido. Meu mestre está morto. Mas só o seu corpo, pois sua história, seus ideais, sua luta, isso continua. Não permitamos que os que desejaram sua derrota prevaleçam. Seu nome era Luta e seu sobrenome Justiça. Façamos com que Candido se orgulhe de um dia ter sido deputado mostrando para todos que seus soldados continuam a postos. Que aqueles que o traíram sejam sepultados politicamente, e que os que o amaram verdadeiramente sejam amparados pelo grande amor que ele teve pela humanidade. "Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria", era o que dizia.

Portanto, meus caros, figuras como Candido, o marido, o pai, o avô, o amigo, o político, raros podem ser. E por isso, é digno da glória, honra e homenagem. Muito embora, para alguns, ele, negro, pobre, sem estudos, fosse um desaforo, para ele, era um desafio.

Em nome de minha mãe, Laura Lourenço Candido, que por 47 anos teve o privilégio de conviver com esse ser humano ímpar, singular, sempre a seu lado como um ponto de equilíbrio, afeto, segurança, e que soube como ninguém criar seus filhos, biológicos e adotados do coração, ao mesmo tempo em que ele a teve como um presente de Deus, agradeço esta homenagem.

Em nome de meu querido e honrado irmão Marcelo de Sousa Candido, prefeito da cidade de Suzano que, por motivo de cansaço não pode comparecer, em nome de meus queridos e honrados irmãos Alairton, José Márcio, Marcos Antônio, Eduardo e Alberto, em memória, que ficaram cuidando de nossa mãe diante de tanta dor e sofrimento pelos quais ela passou, os amados netos Renata, Pedro, Mario, Clara, Eloisa e Carlos Eduardo, suas noras, seu genro, familiares e sobrinhos, e em meu nome, Adriana de Sousa Candido Salvio, agradeço por tudo e peço que honrem as cadeiras de deputado como ele sempre honrou.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

DEPUTADO JOSÉ CANDIDO



José Candido... exemplo a ser seguido com os ensinamentos que nos legou, suas preocupações transformados em projeto, defensor do meio ambiente, da intolerância religiosa, da igualdade racial, do direito à vida.
Determinado na suas convicções voltadas aos menos favorecidos.
Com sua simplicidade nos inspirava nas soluções dos problemas mais adversos.
Um homem que não parava para pensar, mas falava pensando.
Aprendemos no seu sorriso e até mesmo nas suas gargalhadas, e que gargalhadas!
Muito me orgulho, e agradeço a Deus, pela oportunidade de estar ao seu lado durante estes últimos anos, de participar de sua história, de aprender com a sua experiência.
Muito obrigado “Paizão” José Candido meu, nosso eterno Deputado símbolo do nosso socialismo, não utópico mas concreto.


Wilson Guimarães Junior

sábado, 7 de janeiro de 2012

As virtudes éticas como "humano meio entre os extremos"


Nós, somos principalmente razão, mas não apenas razão. Com efeito, em nosso ser "há algo estranho à razão". Mais precisamente: nossa parte biológica não participa em nada da razão, ao passo que nossa faculdade de desejo e apetites, tanto naturais como culturais, participa de alguma forma dela, enquanto a escuta e a obedece ou a complementa.

Neste sentido, o domínio desta parte de nosso ser e sua capacidade de dialogar ou submeter-se aos ditames da razão é a "virtude ética", a virtude do comportamento prático.

Esse tipo de virtude se adquire pela experiência política no dia a dia do trabalho, da vida em família, nas atividades de construção do conhecimento e na consolidação de nossos hábitos.

A virtude é propriedade de sujeitos, homens e mulheres, e nós a aprofundamos e a adquirimos, também pela repetição e inculturação em nosso ser dos valores da sociedade na qual vivemos.

Uma criança vai amar mais quando adulta, quanto mais em sua fase infantil, perceber e receber mais amor. Um tocador de cítara vai dominar as valiosas e infinitas notas deste instrumento, quanto mais, nele, investir seu tempo e esforço de repetição. Um militante político vai ser mais ou menos comprometido, quanto mais claro perceber as virtudes humanas que devem nele serem desenvolvidas e aprofundadas, neste caso específico, a disciplina, o comprometimento, a humildade, a busca por conhecimento, o respeito, a responsabilidade, a internacionalização e universalização das ações de construção coletiva da luta.
Dito isto, é necessário romper de modo definitivo com a deformação protofacista daqueles que querem suzanificar o projeto político na cidade de Suzano.

Uma cidade, que faz a experiência de um Governo Popular, obrigatoriamente torna-se uma unidade importante na construção de todo um país e de toda uma civilização. Trazer como pedra fundamental de sua atitude e formulação o bairrismo e http://www.blogger.com/img/blank.gifo paroquialismo, denota uma atitude medíocre, corrupta e anti democrática.

Para revermos esta deformação todos nós teremos muito trabalho e seremos exigidos, todos, há um grande esforço de recuperação de nossa capacidade em fortalechttp://www.blogger.com/img/blank.gifer as virtudes humanas, fundamentadas na ética, para religarmos os extremos. Reorganizar os pressupostos de uma sociedade para todos, demanda, inclusive, uma ousada tarefa de libertar os imbecis suzanificadores, deles próprios.
--
Rosenil Barros Orfão
55 11 9955 2963

www.ppplebeu.blogspot.com

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A USP deve ter autonomia, sim!

publicado em 31/10/2011
Por Lincoln Secco
Fonte Vi o Mundo, em 20/10/2011

Não é comum ver livros como armas. Enquanto no dia 27 de outubro de 2011 a imprensa mostrou os alunos da FFLCH da USP como um bando de usuários de drogas em defesa de seus privilégios, nós outros assistimos jovens indignados, mochila nas costas e livros empunhados contra policiais atônitos, armados e sem identificação, num claro gesto de indisciplina perante a lei. Vários alunos gritavam: “Isto aqui é um livro!”.
Curioso que a geração das redes sociais virtuais apresente esta capacidade radical de usar novos e velhos meios para recusar a violação de nossos direitos. No momento em que o conhecimento mais é ameaçado, os livros velhos de papel, encadernados, carimbados pela nossa biblioteca são erguidos contra o arbítrio.
Os policiais que passaram o dia todo da última quinta feira revistando alunos na biblioteca e nos pátios, poderiam ter observado no prédio de História e Geografia vários cartazes gigantes dependurados. Eram palavras de ordem. Algumas vetustas. Outras “impossíveis”. Muitas indignadas. E várias poéticas… É assim uma universidade.
A violação da nossa autonomia tem sido justificada pela necessidade de segurança e a imagem da FFLCH manchada pela ação deliberada dos seus inimigos. A Unidade que mais atende os alunos da USP, dotada de cursos bem avaliados até pelos duvidosos critérios de produtividade atuais, é uma massa desordenada de concreto com salas superlotadas e realmente inseguras. Mas ainda assim é a nossa Faculdade!
É inaceitável que um espaço dedicado à reflexão, ao trabalho, à política, às artes e também à recreação de seus jovens estudantes seja ameaçado pela força policial. Uma Universidade tem o dever de levar sua análise crítica ao limite porque é a única que pode fazê-lo. Seus equívocos devem ser corrigidos por ela mesma. Se ela é incapaz disso, não é mais uma universidade.
A USP não está fora da cidade e do país que a sustenta. Precisa sim de um plano de segurança próprio como outras instituições têm. Afinal, ninguém ousaria dizer que os congressistas de Brasília têm privilégios por não serem abordados e revistados por Policiais. A USP conta com entidades estudantis, sindicatos e núcleos que estudam a intolerância, a violência e a própria polícia.
Ela deve ter autonomia, sim. Quando Florestan Fernandes foi preso em 1964, ele escreveu uma carta ao Coronel que presidia seu inquérito policial militar explicando-lhe que a maior virtude do militar é a disciplina e a do intelectual é o espírito crítico… Que alguns militares ainda não o saibam, é compreensível. Que dirigentes universitários o ignorem, é desesperador.
*Lincoln Secco é professor livre-docente de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O autor também é membro do Conselho Editorial da revista Perseu e colaborador da revista Teoria e Debate

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PICADEIRO DA GREVE

Mais uma vez a população de São Paulo sai às ruas com uma bolinha vermelha no nariz, mas não é de frio!
Já não bastasse o aumento abusivo da tarifa do transporte coletivo, imposto pelos nossos governantes, tarifa essa paga por um transporte de péssima qualidade podendo ser comparado com caminhões boiadeiros e comboios de boi. Chega nesses ultimos dois dias a paralisação dos funcionários da CPTM e das empresas de ônibus do grande ABC. deixando vários usuários sem opções de chegarem aos seus locais de trabalho, de apresentar-se às suas consultas médicas (que custaram a marcar) e de freqüentarem suas escolas e universidades ou seja deixaram de cumprir com seus compromissos.
Até quando temos que suportar esse descaso??
Acorda população!!!
Vamos deixar de comodismo, achar que tudo vai bem, aceitar ferro e pagar por ouro. Chega de hipocrisia, o troco tem que ser dado nas urnas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vaidade!!!!

Aonde vai a vaidade e a cobiça, de parte de um grupo se enfraquecendo e dispersando, fazendo com que se esqueçam tudo que foi construído até então, com dedicação e luta.
A partilha pode ser maior, quando se alcança um objetivo dentro de um projeto com um grupo coeso. Porem parte se esquecem que a soma de esforços são necessários para que isso aconteça, principalmente quando o projeto faz parte de uma disputa de poder numa região. Debater idéias dentro do grupo e necessário para o seu fortalecimento, mas “rachar “ o grupo, desistir de um projeto para iniciar um novo processo, é um disparate, é regressão, é abrir as portas para um outro grupo tirano que arrasou com as políticas sociais da região.



por Wilson Guimarães Junior

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Caos em Sampa!!!!











A cidade de São Paulo parou.
É impressionante como a mídia subserviente, rapidamente, procurou justificar o caos, apresentando os dados pluviométricos.
Realmente, o problema crônico das enchentes está longe de ser resolvido pois está correlacionado ao crescimento vertiginoso e desordenado da cidade, à ausência de uma política habitacional de baixa renda e, também, à falta de manutenção adequada.
Mas para seguir a mesma postura da mídia, em outras ocasiões, o responsável é o escorregadio e gelatinoso CAOSSAB






Email de Alair Molina

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O QUE SERÁ O AMANHÃ?

Neste ultimo domingo, assim como em todas as cidades em que o Partido dos Trabalhadores está organizado, aqui em Poá/SP, aconteceu o PED (Processo de Eleições Diretas), eleições para todos os níveis da instância partidária, ou seja, foram eleitos, presidentes, municipais, estaduais e nacionais, assim como foram eleitos os membros da composição dos diretórios nos três níveis, bem como os delegados para o IV Congresso do PT. Exceção ocorre apenas nos municípios onde participavam mais de dois candidatos e nenhum deles atingiu mais que 50% dos votos válidos, sendo previsto nestes casos o segundo turno, a ser realizado em 06 de dezembro.

A eleição em Poá, se não estou enganado, pela primeira vez na história do Partido, de uma forma até interessante, a disputa se deu entre três candidatos, caso em que poderia acontecer o segundo turno. Uma disputa importante, pois se tratava de candidaturas que representavam pautas e formas de organização muito distintas. Uma delas, apoiada pela maioria da atual gestão, defendia a todo custo à participação no governo atual da cidade, do qual já se fazem presente, sem nenhuma discussão no conjunto do partido, aproveitando-se da maioria, apenas votando, assumindo uma postura, a priori de acomodação momentânea de interesses, não debatendo o futuro do Partido nos próximos períodos. Por outro lado, mais duas candidaturas, de forma diferente entre si, com propostas de organização de forma democrática e participativa, não concordavam com a forma e talvez até, da participação neste governo, bem como a condução do diretório durante os dois últimos períodos, onde havia uma construção da minimização do partido, que levou o partido, pela primeira vez desde a sua fundação a não ter uma sede e também, após 20 anos, onde sempre o Partido, teve dois representantes no Legislativo, a deixar de ser a referência dos trabalhadores na cidade. Então podemos dividir a disputa eleitoral em dois lados, um que defendia o fortalecimento do PT e seu protagonismo e o outro, com uma forma de construção mínima, visando uma centralização pessoal.

Na eleição em si, poderíamos comemorar muito, já que talvez tenha sido a maior participação em percentual, atingindo 60,10% dos listados como aptos a votar, ou seja, 1198, o dobro de presentes, do PED anterior e quase o total aptos, 876 nomes, que constavam da lista em 2007, com 720 votantes, se não fosse, a forma oportunista e por ter o controle da organização partidária, infringindo de forma absurda o regulamento do PED, onde caberia apenas acatar filiações feitas até 21 de novembro de 2008, caso que em reunião feita na semana seguinte, desta data apresentou-se a filiação de 204, novos nomes no partido, porém a lista apresentada, para conferência e em seguida a distribuída pelo D.E., no período devido, para a disputa, constava 1124, que foi aceita de forma comum, mas de uma forma leviana e sem nenhuma discussão ou apresentação no Diretório Municipal ou na Comissão Executiva, a cinco dias da disputa, sem prazo hábil para julgamento de recurso antes do pleito, a lista final para PED 2009 constavam, para surpresa, (de) 1198 nomes, ou seja, com 92 nomes a mais, por si só, perante os prazos do regulamento, já estavam incorretas, ainda mais prejudicando a democracia onde não abrindo o debate para aprovação ou não e prazos para recursos, nem mesmo a oportunidade de debates com estas pessoas.

Seguidamente a obter estas informações, em reunião do dia 17 de novembro, as candidaturas e chapas, cobraram a comprovação da legitimidade destas filiações (92), o que não foi feito no momento e marcada reunião para dia 19 de novembro, adiada para o dia seguinte, que ainda sem nenhuma justificativa, foi proposto primeiro a exclusão, não aceito, e depois a votação em separado, no processo, sem nenhum acordo possível, de imediato, a Chapa “Militância Vermelha”, fez recurso às instâncias superior, que respondeu pautar na próxima reunião da comissão eleitoral, que infelizmente não aconteceu antes do pleito, que teve como resultado, a decisão em 1º turno, da candidatura apoiado por esta maioria, com 362 votos contra a candidatura “Niltinho”, com 266 votos, seguida pela do Edson Demétrio com 69 votos, superando assim em apenas 13 votos para ficar abaixo de 50% do total de votos, o que proporcionaria o 2º turno.

Podemos concluir que não tendo participado do pleito, os 92 filiados extemporaneamente o processo seria totalmente diferente, talvez por todos estes fatos, podemos afirmar que houve a falta de clareza e oportunismo nesta disputa.

Em fim, muitos companheiros que compreendem que este modelo só leva o Partido dos Trabalhadores a perder sua identidade, tiveram uma participação impecável mantendo os princípios, e com muita indignação, esperam pela apuração devida dos fatos.


“A verdadeira vitória é a defesa incansável da luta de classe.”


Nilton Del Valle Ribas
Executiva – PT/Poá
Membro – Dir. Estadual
Candidato Pres. DM – PED2009